Uma Hermès autêntica reconhece-se pela coerência de um conjunto de detalhes, nunca por um único indício. As contrafações de alta gama imitam bem a forma; quase sempre traem a mão do artesão. Eis o que os nossos peritos de marroquinaria verificam sistematicamente.
Os pontos de controlo essenciais
- O ponto sellier. Cosido à mão com duas agulhas, ligeiramente inclinado e perfeitamente regular. Pontos demasiado perfeitos (máquina) ou irregulares são um sinal de alerta.
- A pele. Grão franco e constante (Togo, Epsom, Clémence…), tato e cheiro característicos. Uma pele demasiado rígida, plastificada ou sem cheiro levanta suspeitas.
- A gravação «HERMÈS PARIS MADE IN FRANCE». Nítida, fina, perfeitamente alinhada. Caracteres esborratados ou demasiado profundos são suspeitos.
- O blind stamp. A letra de datação (por vezes num quadrado/círculo conforme a época), coerente com o modelo e o desgaste; a sua lógica deve concordar com o resto.
- As ferragens. Banhadas a ouro ou paládio, pesadas, gravadas «HERMÈS», sem rebarbas. Fecho Riri marcado, clochette, cadeado e chaves numerados e a condizer.
- Os acabamentos. Bordos pintados regulares, pés (na Birkin), forro e alinhamento impecáveis.
As ciladas mais frequentes
Uma boa contrafação pode acertar na gravação ou na forma, mas falha no conjunto: ponto sellier demasiado regular, ferragens leves, um blind stamp incoerente, bordos mal pintados, pele sem cheiro. E os acessórios (caixa, clochette, recibo) também são copiados — por si só nunca provam a autenticidade.
Mandar autenticar a sua peça
Uma verificação visual dá uma boa indicação, mas só uma peritagem física é decisiva — ainda mais na Hermès, um segmento muito visado. Na Ecrila, cada mala é controlada em mão antes de qualquer oferta firme — conheça o nosso processo de peritagem. Se o exame revelar uma contrafação, não é formulada qualquer oferta e a peça é-lhe devolvida gratuitamente.
Uma vez tranquilo quanto à autenticidade, veja quanto vale a sua mala Hermès na revenda ou apresente-a diretamente para recompra.